Veredito em 30 segundos

Resposta curta

A página para onde o anúncio leva tem de responder, sem fazer scroll no telemóvel, a quatro perguntas: é um osteopata? Fica perto? Quanto custa? Como marco? Depois disso, mostre o espaço, explique a primeira consulta e tenha a identificação obrigatória visível. Uma página simples que faz isto bem converte mais do que um site bonito que não o faz.

O primeiro ecrã: quatro perguntas

Quem clica num anúncio de "osteopata Cascais" está no telemóvel, provavelmente com dor, e decide em segundos se fica ou volta atrás. O primeiro ecrã, sem scroll, tem de ter:

  1. A palavra "osteopata" e a localidade, no título. "Osteopatia em Cascais", não "Bem-vindo ao Espaço Equilíbrio".
  2. Onde fica, numa linha: rua ou referência ("junto à estação", "no centro comercial X").
  3. O preço da primeira consulta, ou pelo menos "a partir de". Esconder o preço faz a pessoa ligar para outro que o mostra.
  4. Um botão para ligar e outro para marcar, grandes e visíveis. No telemóvel, o número deve ser clicável.

Teste rápido: abra a sua página no telemóvel e mostre-a a alguém durante cinco segundos. Depois pergunte-lhe onde fica o consultório e quanto custa. Se não souber responder, o primeiro ecrã não está a fazer o trabalho.

O resto da página: tirar as dúvidas que impedem a marcação

Quem não marcou logo tem dúvidas. A página deve respondê-las por esta ordem:

  • Quem é o osteopata. Fotografia real, nome, formação e anos de prática. As pessoas marcam com pessoas.
  • Como é a primeira consulta. Quanto tempo dura, o que acontece, se é preciso levar exames ou roupa confortável. Isto tira o medo de quem nunca foi a um osteopata.
  • Para que situações procuram os pacientes. Dor lombar, cervical, tensão, acompanhamento na gravidez, bebés. Descreva o que faz, sem prometer resultados (as regras estão na parte 3 da série).
  • Fotografias do espaço. Receção, sala, entrada. Ajuda a pessoa a reconhecer o sítio quando chegar.
  • Avaliações reais, com ligação para o Perfil de Empresa no Google. Falamos de como as conseguir na parte 6.
  • Horário e mapa. Com estacionamento ou transportes, se for relevante.
  • Perguntas frequentes. Precisa de prescrição médica? Tem acordo com seguros? Passa fatura com NIF?

O que é obrigatório estar na página

Como vimos na parte 3, a publicidade em saúde exige identificação de quem presta o serviço. O anúncio não tem espaço para isso, por isso tem de estar na página para onde ele leva:

Identificação na página de destino

  • Nome do profissional e número da cédula profissional
  • Nome ou firma da entidade e NIF
  • Número de registo na ERS
  • Morada do consultório
  • Política de privacidade e consentimento no formulário, se recolher dados

O rodapé é o sítio natural. Não precisa de ser grande, precisa de estar lá.

Telefone, WhatsApp ou marcação online?

Os três, se conseguir. Cada paciente tem a sua preferência, e cada canal tem um ponto fraco:

CanalVantagemCuidado
TelefoneImediato, o paciente sente-se atendidoDurante as consultas ninguém atende. Uma chamada perdida é um paciente para o concorrente.
WhatsAppFácil, e o paciente não precisa de falarResponder no próprio dia. Uma mensagem sem resposta até à noite arrefece.
Marcação onlineFunciona às 23h e ao domingo, sem ninguém a atenderA agenda tem de estar atualizada. Um horário marcado que afinal não existe estraga a primeira impressão.

Se só puder ter um, para um osteopata que trabalha sozinho a marcação online costuma ser a melhor escolha: resolve o problema de não poder atender durante as consultas.

Os erros mais comuns

  • Enviar o anúncio para a homepage. A homepage fala de tudo; quem pesquisou "osteopata bebé" quer ver "bebé".
  • Enviar para a página do Facebook ou do Instagram. Não tem marcação clara, não mede conversões e distrai.
  • Página lenta. Fotografias enormes que demoram a carregar no 4G. Cada segundo a mais é gente que desiste.
  • Formulário longo. Nome, telefone e o motivo chegam. O resto pergunta-se na consulta.
  • Preço escondido, ou num PDF para descarregar.
  • Texto genérico copiado de outro site, sem localidade nem nome.

Como saber se a página funciona

Com o Google Ads ligado, a pergunta deixa de ser de opinião. Meça três coisas:

  • Cliques no telefone e no WhatsApp a partir da página.
  • Marcações online concluídas (a página de confirmação do sistema de marcação).
  • Formulários enviados.

Some tudo e divida pelos cliques do anúncio. Abaixo de 5%, a página tem trabalho pela frente. Entre 8% e 12%, está a fazer bem o seu papel. Se mudar a página e esta percentagem subir, o custo por paciente desce na mesma proporção, sem gastar mais um euro em anúncios. Fizemos essas contas na parte 4 da série.

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