Série Google Ads para Osteopatas · Parte 5 de 7
- Porque é que os pacientes não o encontram no Google
- O que os pacientes pesquisam quando procuram um osteopata
- O que um osteopata pode (e não pode) dizer num anúncio
- Quanto custa um paciente novo com Google Ads
- Da pesquisa à marcação: a página que converte
- Avaliações no Google: como pedir sem violar regras
- Plano de 90 dias de Google Ads para um consultório
Veredito em 30 segundos
Resposta curta
A página para onde o anúncio leva tem de responder, sem fazer scroll no telemóvel, a quatro perguntas: é um osteopata? Fica perto? Quanto custa? Como marco? Depois disso, mostre o espaço, explique a primeira consulta e tenha a identificação obrigatória visível. Uma página simples que faz isto bem converte mais do que um site bonito que não o faz.
O primeiro ecrã: quatro perguntas
Quem clica num anúncio de "osteopata Cascais" está no telemóvel, provavelmente com dor, e decide em segundos se fica ou volta atrás. O primeiro ecrã, sem scroll, tem de ter:
- A palavra "osteopata" e a localidade, no título. "Osteopatia em Cascais", não "Bem-vindo ao Espaço Equilíbrio".
- Onde fica, numa linha: rua ou referência ("junto à estação", "no centro comercial X").
- O preço da primeira consulta, ou pelo menos "a partir de". Esconder o preço faz a pessoa ligar para outro que o mostra.
- Um botão para ligar e outro para marcar, grandes e visíveis. No telemóvel, o número deve ser clicável.
Teste rápido: abra a sua página no telemóvel e mostre-a a alguém durante cinco segundos. Depois pergunte-lhe onde fica o consultório e quanto custa. Se não souber responder, o primeiro ecrã não está a fazer o trabalho.
O resto da página: tirar as dúvidas que impedem a marcação
Quem não marcou logo tem dúvidas. A página deve respondê-las por esta ordem:
- Quem é o osteopata. Fotografia real, nome, formação e anos de prática. As pessoas marcam com pessoas.
- Como é a primeira consulta. Quanto tempo dura, o que acontece, se é preciso levar exames ou roupa confortável. Isto tira o medo de quem nunca foi a um osteopata.
- Para que situações procuram os pacientes. Dor lombar, cervical, tensão, acompanhamento na gravidez, bebés. Descreva o que faz, sem prometer resultados (as regras estão na parte 3 da série).
- Fotografias do espaço. Receção, sala, entrada. Ajuda a pessoa a reconhecer o sítio quando chegar.
- Avaliações reais, com ligação para o Perfil de Empresa no Google. Falamos de como as conseguir na parte 6.
- Horário e mapa. Com estacionamento ou transportes, se for relevante.
- Perguntas frequentes. Precisa de prescrição médica? Tem acordo com seguros? Passa fatura com NIF?
O que é obrigatório estar na página
Como vimos na parte 3, a publicidade em saúde exige identificação de quem presta o serviço. O anúncio não tem espaço para isso, por isso tem de estar na página para onde ele leva:
Identificação na página de destino
- Nome do profissional e número da cédula profissional
- Nome ou firma da entidade e NIF
- Número de registo na ERS
- Morada do consultório
- Política de privacidade e consentimento no formulário, se recolher dados
O rodapé é o sítio natural. Não precisa de ser grande, precisa de estar lá.
Telefone, WhatsApp ou marcação online?
Os três, se conseguir. Cada paciente tem a sua preferência, e cada canal tem um ponto fraco:
| Canal | Vantagem | Cuidado |
|---|---|---|
| Telefone | Imediato, o paciente sente-se atendido | Durante as consultas ninguém atende. Uma chamada perdida é um paciente para o concorrente. |
| Fácil, e o paciente não precisa de falar | Responder no próprio dia. Uma mensagem sem resposta até à noite arrefece. | |
| Marcação online | Funciona às 23h e ao domingo, sem ninguém a atender | A agenda tem de estar atualizada. Um horário marcado que afinal não existe estraga a primeira impressão. |
Se só puder ter um, para um osteopata que trabalha sozinho a marcação online costuma ser a melhor escolha: resolve o problema de não poder atender durante as consultas.
Os erros mais comuns
- Enviar o anúncio para a homepage. A homepage fala de tudo; quem pesquisou "osteopata bebé" quer ver "bebé".
- Enviar para a página do Facebook ou do Instagram. Não tem marcação clara, não mede conversões e distrai.
- Página lenta. Fotografias enormes que demoram a carregar no 4G. Cada segundo a mais é gente que desiste.
- Formulário longo. Nome, telefone e o motivo chegam. O resto pergunta-se na consulta.
- Preço escondido, ou num PDF para descarregar.
- Texto genérico copiado de outro site, sem localidade nem nome.
Como saber se a página funciona
Com o Google Ads ligado, a pergunta deixa de ser de opinião. Meça três coisas:
- Cliques no telefone e no WhatsApp a partir da página.
- Marcações online concluídas (a página de confirmação do sistema de marcação).
- Formulários enviados.
Some tudo e divida pelos cliques do anúncio. Abaixo de 5%, a página tem trabalho pela frente. Entre 8% e 12%, está a fazer bem o seu papel. Se mudar a página e esta percentagem subir, o custo por paciente desce na mesma proporção, sem gastar mais um euro em anúncios. Fizemos essas contas na parte 4 da série.
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