Série Google Ads para Osteopatas · Parte 2 de 7
- Porque é que os pacientes não o encontram no Google
- O que os pacientes pesquisam quando procuram um osteopata
- O que um osteopata pode (e não pode) dizer num anúncio
- Quanto custa um paciente novo com Google Ads
- Da pesquisa à marcação: a página que converte
- Avaliações no Google: como pedir sem violar regras
- Plano de 90 dias de Google Ads para um consultório
Veredito em 30 segundos
Resposta curta
Comece por pesquisas com a palavra "osteopata" e uma localidade ("osteopata Cascais", "osteopata perto de mim") e por situações concretas ("osteopata para bebés", "osteopata desportivo"). Deixe para depois as pesquisas por sintoma ("dor lombar"), que são vagas e caras. E exclua, desde o primeiro dia, tudo o que é formação, emprego e curiosidade.
As quatro famílias de pesquisa
Quase tudo o que um paciente escreve no Google antes de marcar com um osteopata cabe numa destas quatro famílias:
| Família | Exemplos | Intenção | Vale anunciar? |
|---|---|---|---|
| Profissão + local | "osteopata Oeiras", "osteopata perto de mim", "consulta osteopatia Braga" | Muito alta: já sabe o que quer | Sim, primeiro |
| Situação ou público | "osteopata bebé", "osteopata grávida", "osteopata desportivo", "osteopata ao sábado" | Alta e específica | Sim, se oferece esse serviço |
| Sintoma | "dor lombar", "ciática", "torcicolo", "dor de cabeça constante" | Baixa a média: procura informação ou qualquer solução | Só mais tarde, com cuidado |
| Comparação e preço | "osteopata ou fisioterapeuta", "consulta osteopatia preço" | Média: está a decidir | Com página própria |
A primeira família é pequena em volume, mas é quase tudo gente pronta a marcar. A terceira tem muito mais volume, mas a maioria quer ler sobre o problema, não marcar uma consulta. Em orçamentos pequenos, a diferença entre as duas decide se a campanha dá marcações ou só cliques.
Por onde começar
Para um consultório com orçamento de €300 a €600 por mês, a recomendação é simples:
- Um grupo de anúncios com "osteopata" + as localidades onde está (a sua e as vizinhas). Use correspondência de expressão ou exata, para controlar o que entra. Explicamos a diferença em tipos de correspondência.
- Um grupo por cada serviço específico que tem: bebés, grávidas, desporto. Só se fizer mesmo essas consultas; um anúncio para "osteopata bebé" que leva a uma página genérica desperdiça o clique.
- Pesquisas de sintoma, só depois de um mês. Com dados do primeiro mês já sabe quanto custa uma marcação e pode testar "dor lombar" + localidade, com uma página que explique como a osteopatia pode ajudar, sem promessas.
O nome da localidade conta muito. Quem escreve "osteopata Carcavelos" quer alguém em Carcavelos. Se o seu consultório fica em Cascais, essa pesquisa pode valer a pena, mas o anúncio deve dizer onde fica, para não pagar cliques de quem só queria alguém na rua ao lado.
O que excluir desde o primeiro dia
As palavras-chave negativas impedem o anúncio de aparecer em pesquisas que nunca vão dar uma marcação. Na osteopatia, a lista inicial é previsível:
Negativas para uma conta de osteopatia
- Formação: curso, licenciatura, mestrado, formação, escola, universidade, propinas
- Emprego: emprego, vagas, salário, quanto ganha, estágio, recrutamento
- Curiosidade: o que é, definição, wikipedia, história, significado
- Faça você mesmo: exercícios, em casa, vídeo, youtube, alongamentos
- Gratuito e público: grátis, gratuito, SNS, centro de saúde
- Profissões vizinhas que não faz: quiroprático, massagem, acupuntura (se não as fizer)
Depois das primeiras semanas, vá ao relatório de termos de pesquisa e acrescente o que aparecer de estranho. Uma lista bem mantida costuma poupar uma fatia relevante do orçamento. O guia de negativas mostra como.
A zona certa
Um paciente de osteopatia raramente atravessa a cidade para uma consulta. Defina a zona do anúncio por raio à volta do consultório:
- Em zona urbana densa (Lisboa, Porto): 3 a 5 km.
- Em zona suburbana ou cidade média: 8 a 15 km.
- Em zona rural: pode ir mais longe, porque a alternativa mais próxima também fica longe.
Escolha a opção "Presença: pessoas que estão ou estão regularmente nas localizações segmentadas". A opção predefinida inclui quem mostra interesse na zona, o que traz cliques de quem está noutro lado do país.
Como ver o volume de pesquisa na sua zona
O Google dá esta informação de graça, no Planeador de Palavras-chave, dentro do Google Ads:
- Entre no Google Ads (pode criar conta sem ativar campanhas) e abra Ferramentas → Planeador de palavras-chave.
- Escolha Obter volume de pesquisas e previsões e cole as suas palavras: "osteopata [localidade]", "osteopata perto de mim", etc.
- Mude a localização para o seu concelho ou para um raio à volta do consultório.
- Veja duas colunas: pesquisas mensais médias e o intervalo de lance para o topo da página. A segunda dá-lhe uma ideia do custo por clique.
Não se assuste com volumes pequenos. Vinte ou trinta pesquisas por mês de "osteopata" na sua localidade podem parecer pouco, mas se três dessas pessoas marcarem e voltarem para mais sessões, a conta já se paga. Fazemos essas contas no artigo sobre quanto custa um paciente novo.
Do termo de pesquisa ao anúncio
O anúncio deve repetir o que a pessoa pesquisou e responder às duas perguntas que ela tem: fica perto? Dá para marcar? Um exemplo para quem pesquisa "osteopata Cascais":
Título: Osteopata em Cascais | Marcação Online | Seg a Sáb
Descrição: Consultório junto à estação. Primeira consulta com avaliação completa. Marque online em 1 minuto ou ligue.
Repare no que o anúncio não diz: não promete curar nada, não garante resultados e não fala de dor que desaparece. Na saúde, isso não é só boa prática, é a lei. É o tema do próximo artigo da série.
Quer o levantamento feito por si? Somos especialistas em Google Ads e trabalhamos de perto com o osteopatas.pt. Dizemos-lhe quantas pessoas pesquisam por osteopata na sua zona, quem está a anunciar e quanto custaria aparecer. Pedir análise gratuita →